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Sexta-feira, 24 de Julho 2026
Gabriel
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Tarifaço dos EUA deve afetar indústrias da região

Carnes preparadas e pneumáticos na lista dos setores mais afetados

Tarifaço dos EUA deve afetar indústrias da região
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As empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) exportaram no mês de maio US$ 534,38 milhões (cerca de R$ 2,76 bilhões). Aproximadamente 21% das vendas tiveram como destino os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do País. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os números dão uma dimensão do impacto que a taxação de 25% imposta pelo governo Donald Trump a produtos nacionais pode acarretar para as empresas regionais.

Carnes preparadas e pneumáticos na lista dos setores mais afetados

Um levantamento realizado pelo Observatório PUC-Campinas revela que alguns setores empresariais da RMC devem ser mais afetados com as novas tarifas. Dentre eles lideram as listas dos maiores prejudicados as indústrias de carnes preparadas (US$ 116 milhões exportados – 84,2 das vendas totais para o exterior - nos últimos dozes meses), pneus recauchutados e usados (US$ 42,8 milhões, ou 81,6 de3 todas as vendas), parte de motores / geradores elétricos (US$ 25,5 milhões, equivalente a 78,5% dos negócios exportados).

Resultado do tarifaço foi negativo, diz Amcham

A Câmara Americana de Comério para o Brasil (Amcham), que tem a região de Campinas e Interior com o maior número de empresas associadas no País, diz que a decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada em 15 de julho, de aplicar sobretaxas de 25% sobre cerca de 3 mil produtos, consiste em um resultado muito negativo para a relação bilateral. “A medida coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas no mundo para acessar o mercado norte-americano, afetando duramente mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio. Esse tratamento contrasta com o crescente superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil — de US$ 41,8 bilhões em bens e serviços em 2025 — e com o baixo patamar das tarifas efetivamente aplicadas pelo Brasil aos produtos norte-americanos.”  

Viracopos: movimento de cargas cresce 11,63% em cinco meses

O Aeroporto Internacional de Viracopos vive um ano de forte expansão na movimentação de cargas. Dados divulgados nesta semana pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que o movimento de cargas aéreas no terminal regional registrou alta de 11,63% no acumulado de janeiro a maio na comparação com o mesmo período de 2025. Nos cinco meses, passaram pelo aeroporto 122.484 toneladas de produtos. O crescimento se deve a diferentes segmentos, como importação geral (+3,74%), exportação (+11,09%) e remessas expressas (+ 30,5%).

Terminal deve receber novo armazém para cargas farmacêuticas

Um dos segmentos em forte crescimento no Aeroporto Internacional de Viracopos é o setor farmacêutico, devido ao polo farmacêutico instaladas na região. Prevendo aumento ainda maior na movimentação de cargas do setor nos próximos anos, a empresa que administra o Aeroporto vai construir um novo armazém dedicado à importação de produtos para essas indústrias. 

Investimento previsto é de R$ 50 milhões

Em entrevista para o jornal O Globo, Maria Fan, diretora Comercial de Viracopos, informou que serão investidos R$ 50 milhões no novo espaço. A concessionária também mantém projetos de expansão e modernização para atender às novas demandas e vem disponibilizando áreas para novos galpões logísticos, afirmou ela.

 Aluguel comercial em Campinas sobe menos que o residencial em 2026

O valor do aluguel comercial na cidade de Campinas registrou desaceleração em junho na comparação com maio, segundo o Índice FipeZAP, divulgado nesta terça-feira (21). O índice apurado foi de 0,07% ante alta de 0,18 do mês anterior. No acumulado de janeiro a junho, o preço teve alta de 2,26%, enquanto nos doze meses o reajuste chega a 8,44%, abaixo da média nacional (11,5%), mas superam inflação nacional. Na comparação com os preços dos imóveis residenciais, a alta acumulada em 2026 ficou bem abaixo, quando comparada aos 6,58% do aluguel residencial.

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