Apesar da boa colocação nos rankings de principais destinos de eventos de negócios e corporativos nacionais e internacionais, a taxa de ocupação média da hotelaria da Região Metropolitana de Campinas (RMC) apresentou leve recuo no primeiro semestre de 2026. Pesquisa do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, aponta que no acumulado de janeiro a junho deste ano o total de hospedes caiu 1% na comparação com o mesmo período de 2025. Um dos fatores para essa queda se deve ao excesso de feriados prolongados, que reduz os dias destinados aos eventos corporativos, que respondem por 80% da ocupação regional.
Por outro lado, diária e RevPar registram alta no ano
Na direção contrária da taxa de ocupação, dois indicadores importantes para o setor apresentam alta neste ano. O valor da diária média, apresenta variação positiva de 17,53% no primeiro semestre. O RevPar, por sua vez, acumula alta de 9,23%. Esse índice serve como balizador do retorno de investimentos. Douglas Marcondes, diretor da entidade, lembra da importância e a força da captação de outros eventos, que não sejam corporativos, para o equilíbrio dos negócios. “Captação de eventos de todas a natureza, corporativo, esportivo, cultural, de corridas de ruas, visitações, exploração de experiencias gastronômicas e científicos, permitirá potencializar e robustecer do destino regional”, afirma.
Junho tem alta na categoria econômica e baixas nas médias e luxo
A pesquisa mensal realizada pelo Campinas e Região Convention & Visitors Bureau apontou desempenhos diferenciados na taxa de ocupação nas três categorias que os hotéis são divididos. Na Econômica, a ocupação no mês de junho apontou para 57,74%, alta em relação a maio, quando ficou em 53,05%. A categoria Midscale (intermediária) teve leve recuo de 55,62% em maio, para 55,09% em junho. Já a categoria luxo (resorts), ficou em 55,09% em junho, com forte recuo ante a maio, quando foi de 70,43%.
Aluguel residencial em Campinas sobe mais que a inflação em 2026
Com elevação de 2,42% no mês de junho, o aluguel residencial na cidade de Campinas já acumula alta de 6,58% em 2026. A taxa do primeiro semestre (janeiro a junho), de acordo com o Índice FipeZAP, está bem acima do IGP-M, que é utilizado para atualização dos contratos, que foi de -0,50% no período. Hoje, o valor do metro quadrado médio da locação residencial na cidade está avaliado em R$ 54,28. Apesar da alta acelerada, o aumento no primeiro semestre deste ano está abaixo no apurado no mesmo período de 2025, quando ficou em 10,56%.
Acumulado de doze meses chega a 16,93%
Já quando visto pelo prisma do acumulado em 12 meses, encerrado em junho, o Índice FipeZAP traz um número preocupante para o morador de Campinas que mora de aluguel. O preço médio pedido para os novos contratos teve uma alta de 16,93%. No mesmo período, o IGP-M acumula alta de 3,16%. O aumento anual também está ligeiramente acima do apurado entre 2024 e 2015, quando ficou em 14,51%.
Prepare o bolso: viagem por Viracopos fica mais cara
Quem costuma utilizar o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e Guarulhos, para viajar deve preparar o bolso. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias. As novas tarifas foram publicadas na segunda-feira (13) no Diário Oficial da União e abrangem cobranças de embarque, conexão, pouso, permanência de aeronaves, armazenagem e movimentação de cargas. Os reajustes fazem parte da atualização anual prevista nos contratos de concessão dos aeroportos. em Viracopos, o reajuste ficou em 4,7016%. Já no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o aumento das principais tarifas foi de 6,2722%. Os novos valores foram calculados com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de critérios previstos nos contratos de concessão, como indicadores de produtividade e qualidade dos serviços prestados.
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