Cortadas por várias rodovias, principalmente Anhanguera e Bandeirantes, que dão fácil acesso à Capital e diversões regiões, as cidades no entorno de Campinas estão na mira de investidores em centros logísticos e grandes galpões de distribuição. É o que mostra uma matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. A migração desses espaços é decorrente da falta de espaços na Capital e Grande São Paulo e pelos valores mais baixos das áreas disponíveis na região. Além de Campinas, estão na lista de locais preferidos as regiões de Jundiaí, Atibaia, Sorocaba e Vale do Paraíba.
BTS Properties inicia neste mês megaprojeto na região
Nesse deslocamento de investimentos de grandes centros para o interior paulista, a BR Properties deve iniciar ainda neste mês de setembro as obras de um mega galpão de 460 mil m² de área bruta locável (ABL), nos arredores do Aeroporto Internacional de Viracopos. De acordo com o portal Metro Quadrado, o espaço em formato de built-to-suit deve ser ocupado pelo Mercado Livre, que disputa palmo a palmo o mercado logístico com a Shoppe.
Localização e custo de área fazem diferença
A escolha pela região, além da localização, se deve ao custo. De acordo com a Cushman, a média para empreendimentos de alto padrão na região de Campinas é quase a metade de cidades da Grande São Paulo, de R$ 22 o metro quadrado. Mas para novos contratos o valor já esteja mais próximo de R$ 30 o m².
Empresas da região estão atrasadas para a reforma tributária
Com o início da reforma tributária prestem a entrar em vigor, o cenário na região de Campinas é altamente preocupante. Uma pesquisa realizada pelo Sescon Campinas com 113 empresas associadas, revela que nove em cada 10 empresas na região ainda não concluíram sua adaptação ao novo sistema. Segundo a pesquisa, 60,2% das empresas ainda estão estudando os impactos da reforma e 8,8% sequer iniciaram o processo de adaptação. Apenas 3,5% afirmam estar totalmente adaptadas ao novo modelo. Outras 24,8% estão com a implantação em andamento e 2,7% concluíram o planejamento.
Falta de clareza é o principal problema
Para 38,9% dos entrevistados, a falta de clareza sobre as novas regras é o principal obstáculo para a adaptação. O percentual supera outras dificuldades apontadas pelas empresas, como o despreparo dos clientes, mencionado por 21,2%; a necessidade de capacitação das equipes, citada por 17,7%; e a falta de tempo, indicada por 15%. A insegurança também aparece na avaliação sobre o próprio nível de preparo. Em uma escala de zero a dez, a nota média de confiança das empresas para operar sob o novo sistema ficou em 5,74.
Para tributarista, falta de clareza preocupa
Para Sandro Delazari, sócio do Delazari Manzatto Advogados, especialista em Direito Tributário os números preocupam ainda mais diante das decisões que as empresas do Simples Nacional precisam tomar. Até o final de setembro, deverão definir se recolherão CBS e IBS dentro ou fora do regime, escolha especialmente relevante nas relações B2B, em razão dos créditos aproveitados por seus clientes. Uma escolha equivocada pode reduzir a competitividade dessas empresas. “Ao mesmo tempo, a alíquota da CBS para 2027 ainda não está definida, embora o tributo substitua PIS e Cofins já em janeiro. Sem essa definição, as empresas trabalham apenas com projeções e estimativas, aumentando a insegurança no planejamento para 2027".
Rede Vitória Hotéis amplia espaço para eventos
O crescimento da demanda por eventos corporativos e sociais em Campinas levou a Rede Vitória Hotéis a investir aproximadamente R$ 400 mil na revitalização de um novo espaço dedicado a eventos no bairro Cambuí. Batizado de Espaço V, o local ocupar uma área de 430 m² de área e estrutura preparada para receber diferentes formatos de celebrações, encontros e eventos corporativos. A novidade amplia a atuação do grupo no segmento de eventos e reforça a estratégia da Rede de oferecer soluções completas para empresas, organizadores e anfitriões.
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