As discussões em torno da mudança na escola de jornada de trabalho está se intensificando por todo o país. Na semana passada, o governo federal encaminhou ao Congresso o Projeto de Lei, em regime de urgência, que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. A proposta de urgência enfrenta resistências entre deputadores, senadores e setor produtivo, que querem uma discussão mais aprofundada e com calma sobre o tema.
Discussão mobiliza empresários da região
O tema não passa batido entre empresários da região de Campinas. Na semana passada, o empresário Antonio Dias, diretor da Associação Brasileira de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), juntamente com representantes de outras entidades, esteve reunido com lideranças do governo em Brasília para posicionar a preocupação do setor com as mudanças no regime de trabalho. O setor defende um debate mais qualificado sobre o tema, com base em dados concretos, respeito às especificidades do setor e busca de soluções equilibradas. As entidades ressaltaram que a hotelaria funciona de forma contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, e reúne realidades muito distintas entre hotéis independentes, resorts, empreendimentos urbanos, corporativos e de lazer.
Lei do Combustível do Futuro já impacta a RMC
A partir de 2027, as companhias áreas com operações nacionais e internacionais deverão se adaptar à Lei do Combustível do Futuro. A Lei prevê a utilização de 1% a 10% de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) – percentual escalonado até 2037 – para reduzir a emissão de carbono. O Ministério de Minas e Energia estima que o Brasil tenha capacidade de produção de 1,6 bilhão de litros, já a partir do ano que vem. Diversos projetos para produção do combustível verde já estão em andamento e outros em fase de aprovação.
Projeto prevê refinaria na Replan
A Petrobrás está de olho nesse mercado, com produção em larga escala. A estatal escolheu a multinacional americana Honeywell, para desenvolver um projeto, em fase de aprovação, para produção de biocombustível de aviação a partir do etanol. A planta da refinaria da SAF deve ser instalada na Replan, em Paulínia, com capacidade de produção de até 10 mil barris diários. De acordo com o jornal Valor Econômico, o projeto tem investimento de US$ 1,2 bilhão (entre 2026 e 2030) para pesquisa, desenvolvimento e inovação, associados a produtos de baixo carbono. A produção de SAF a partir do etanol deve ter início em 2030.
Mundial de 2027: região fica de fora da lista da Fifa
Ao contrário do Mundial Masculino de 2014, quando duas seleções ficaram concentradas em Campinas e utilizaram os estádios da Ponte Preta e Guarani como centros de treinamento, em 2027 nenhuma seleção vai ficar na cidade ou na região de Campinas. Após vistoriarem diversas cidades no ano passado, a Fifa não incluiu a região entre os 38 centros de treinamento que irão receber as seleções femininas no Mundial do ano que vem. Com o anúncio oficial, cidades, comércio e serviços deixam de ganhar com a vinda de turistas.
Lançamentos imobiliários seguem em alta na região
O mercado imobiliário segue aquecido na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com diversos lançamentos. Um deles é o Alta Vista Mangará, que faz parte de um complexo residencial localizado próximo ao Shopping Parque Dom Pedro. O empreendimento, terceira etapa do projeto a ser lançado nos próximos dias, é uma parceria entre a construtora Direcional a incorporadora Acros. Serão 300 unidades de apartamentos, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 115 milhões.
100 monos prédio na região do Iguatemi
Outro grande empreendimento imobiliário que começa a tomar forma é o Casa Figueira, na região do Shopping Iguatemi Campinas. Considerado um dos maiores bairros residenciais em execução do país, o empreendimento dos donos dos shoppings Iguatemi, terá nada menos do que 100 prédios distribuídos em uma área de 1 milhão de metros quadrados nos próximos anos, segundo o Estadão. O VGV é estimado em T% 10 bilhões.
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