Investimento bilionário: região vai receber quatro novos data centers
A região de Campinas vem se consolidando cada vez mais como polo de atração de data centers. Nesta quarta-feira, 27, a Ascenty, um dos maiores grupos de data center no Brasil e na América Latina, divulgou que vai amplias suas operações com a construção de quatro novas operações em cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O investimento previso é de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões). Os novos projetos somam 150 MW de capacidade, o equivalente a 40% de tudo o que foi construído pela empresa em 15 anos de operação.
Sumaré e Vinhedo são as cidades escolhidas
Segundo a Ascenty, o maior projeto dentro do pacote será erguido na cidade de Sumaré, chamado Sumaré 3. Ele terá capacidade inicial de 90 MW, com possibilidade de expansão para mais 90 MW adicionais. As obras começaram em março deste ano e a entrega está prevista para o terceiro trimestre de 2027. As outras três operações serão na cidade de Vinhedo. O plano inclui a expansão do data center Vinhedo 2, de 50 MW para 80 MW, além da construção de outras três unidades. O Vinhedo 3, terá 80 MW dedicados a operações de IA.
Região é a segunda com mais data centers no País
O Brasil conta atualmente com 205 data centers em operação (42,1% das instalações na América Latina). Desse total, 96 deles estão instalados no Estado de São Paulo. A capital lidera o ranking de unidades no país, com 96 operações. A região de Campinas vem na segunda posição nacional, com 24 operações, segundo levantamento realizado pela Data Center MAP. Os números relevam a importância regional em um setor em forte expansão e com grande potencial de investimentos e geração de empregos.
Venda de imóveis novos recuam na região no primeiro trimestre
O aperto financeiro das famílias da região de Campinas em 2026 impactou diretamente o mercado imobiliário, com redução de compras e de novos lançamentos. Levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi) do Estado de São Paulo, aponta que a comercialização de novos imóveis teve uma retração de 15,62% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os negócios fechados na região nos três primeiros meses do ano somaram R$ 1,46 bilhão. O valor médio dos imóveis vendidos foi de R$ 585,84 mil.
Construtoras tiram o pé do freio e seguram lançamentos
Outro fator que demonstra a insegurança do comprador é o lançamento de novos projetos. Diante do quadro de queda nas vendas, as construtoras da região decidiram tirar o pé do acelerador e segurar lançamentos de novos produtos na região. De acordo com o Secovi, os lançamentos tiveram uma queda de 47,19% no acumulado de janeiro a março.
Mesmo com número negativos, região é a segunda com mais vendas no Estado
Mesmo diante do quadro de retração apresentado nos dois indicadores, a região de Campinas é a segunda colocada no Estado de São Paulo em volume de vendas, responsável por 17,22% do total de 18.673 unidades vendidas no Estado no período. A capital paulista lidera (20,8% de participação). A procura por imóveis também ajuda a explicar a alta valorização imobiliário na região. Segundo o sindicado, o preço médio do metro quadrado na região foi de R$ 9,85 mil, uma alta de 2,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado
Preço do imóvel em Campinas acelera em março
Ficou mais caro comprar um imóvel residencial em Campinas. Segundo o Índice FipeZAP, o valor pedido pelos proprietários em março teve alta de 0,61%, acima do 0,10% de fevereiro. Para efeito comparativo, a médias nacional do indicador em março foi de 0,30%, enquanto o IGP-M, que corrige os valores do mercado, ficou em 0,52%. No ano, o acumulada dos três primeiros meses aponta uma alta média nos valores pedidos para venda de 0,63%.
Grupo estuda construção de nova pista em Viracopos
Em meio às negociações que se arrastam desde o ano passado sobre o futuro do Aeroporto Internacional de Viracopos, o empreendimento virou centro das atenções em dois projetos que vão exigir grandes investimentos. Um grupo formado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) deve concluir até o próximo dia 10 de junho estudo sobre a construção da segunda pista de pouso e decolagem no aeroporto, para ampliar as alternativas de tráfego aéreo e evitar um possível colapso do sistema aeroportuário paulista nos próximos anos.
Administradora também pode assumir controle de aeródromo no Acre
A renegociação e manutenção do contrato de administração do Aeroporto Internacional de Viracopos pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos também pode incluir no contrato uma outra obrigação. A empresa atual poderá assumir a administração do Aeródromo de Tarauacá, no Acre, dentro do Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR), do Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo o site Aero In, no último dia 23 de maio representantes da concessionária fizeram uma visita técnica no aeródromo acreano.
Toyota fecha fábrica em Indaiatuba no final do mês e demite 1.500 funcionários
Construída há 28 anos, a fábrica da montadora japonesa Toyota em Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), encerra seu ciclo oficialmente no dia 30 de junho. A linha de produção do Corolla vai ser integralmente transferida para a unidade de Sorocaba, como já havia sido anunciado pela montadora no final do ano passado. A mudança faz parte faz parte de um plano de investimento de R$ 11 bilhões que a Toyota quer executar no Brasil até 2030. Com o apagar das luzes da unidade de Indaiatuba, cerca de 1,45 mil funcionários deverão ser desligados.
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