Para tirar do papel o projeto de criação de um corredor logístico de distribuição de cargas entre Santos, Sumaré e Rondonópolis, a Brado Logística captou um financiamento de R$ 377,2 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor, com prazo de dez anos, será utilizado na modernização da operação ferroviária, ampliação da capacidade logística e fortalecimento do transporte multimodal no país. Os recursos serão aplicados em obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e desenvolvimento tecnológico da companhia.
De acordo com material divulgado pelo BNDES, o corredor logístico deve gerar 586 empregos ao longo do projeto. Serão 171 postos diretos e outros 415 indiretos, entre operação, cadeia de fornecedores e regiões próximas aos terminais. O empreendimento teve início neste ano. No primeiro trimestre, o Projeto Carrossel recebeu R$ 23 milhões distribuídos entre três principais frentes: engenharia, ativos e tecnologia. Até dezembro, a previsão é dar continuidade ao cronograma já iniciado, com orçamento previsto de R$ 35 milhões, distribuído entre investimentos nos dois terminais e nas mesmas frentes estratégicas.
O primeiro semestre foi bastante movimento no Aeroporto Internacional de Viracopos. Dois rankings divulgados pelo portal de turismo Panrotas colocam o terminal de Campinas entres os principais do Brasil no período. No primeiro semestre, Viracopos foi o quinto em número de passageiros transportados no Brasil: 5.862.222 milhões. Só ficaram à frente Guarulhos (14.487.097), Congonhas, em São Paulo (11.965.655), Brasília (7.778.542) e RioGaleão, no Rio de Janeiro (6.090.020). Já no Ranking de decolagens, o terminal da região ficou na quarta posição, com 52.138 voos no acumulado de janeiro a junho.
A região de Campinas vai ter um papel importante no combate à dengue no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa Flyttr (antiga Oxitec), instalada em Campinas, a produzir e implementar tecnologia de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. A liberação da produção é válida por cinco anos. O mosquito geneticamente modificado vai ser disponibilizado para o Programa Nacional de Controle das Arboviroses, do Ministério da Saúde, como estratégia complementar de controle vetorial, em conformidade com os protocolos estabelecidos pela pasta.
Para produzir a nova tecnologia de combate à dengue em larga escala, a Flyttr, empresa britânica de defensivos biológicos para controle de insetos e pragas, inaugurou no segundo semestre de 2025 uma fábrica dedicada à produção e multiplicação de mosquitos. A unidade de Campinas recebeu investimento de US$ 12 milhões, oriundo da Fundação Bill Bates. A planta tem capacidade para produzir 190 milhões de insetos por semana.
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