A crise no Oriente Médio, que já passa de 30 dias e afeta o mundo todo, acendeu a luz amarela entra os empresários da indústria regional de Campinas. A alta no óleo diesel nas bombas já supera 37%, provocando aumento do frete e pressionando os custos das empresas. Além do petróleo, as indústrias do agro também mostram preocupação com a interrupção das importações de fertilizantes, que poderá afetar o setor. O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Regional Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, diz que a entidade vem acompanhando atentamente os impactos do conflito.
Exportações crescem em fevereiro
Segundo as Sondagem Industrial Mensal do Ciesp Regional Campinas, as exportações das empresas da região registraram alta de 2,03% (R$ 1,55 bilhão) comparadas com o mesmo mês do ano passado. O resultado, alerta a entidade, não capturou o volume de vendas durante a crise do Oriente Médio, cujo início foi em 28 de fevereiro.
Construção regional inicial o ano com alta de contratações
Selic em alta e restrições dos bancos para concessão de crédito imobiliário parecem não afetar o humor do setor da construção civil na região de Campinas neste início de ano. O número de contratações em janeiro mostra sinal de otimismo entre os empresários. Segundo balanço divulgado na semana passada pelo Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon SP), 2.649 pessoas foram contratadas na regional de Campinas, com alta de 8,8% na comparação com janeiro de 2025. O desempenho foi o melhor de todas as regionais no interior do Estado.
Setor emprega cerca de 100 mil pessoas na região
O relatório da entidade patronal também revela que o setor tem atualmente um estoque de quase 100 mil trabalhadores formais (com carteira assinada) na região de Campinas. Com esse contingente, a regional segue como o segundo maior mercado da construção no estado, atrás somente da Grande São Paulo.
Imóvel comercial de Campinas tem 2º maior retorno do Brasil
Investir em imóveis comerciais na cidade de Campinas tem sido um bom negócio. Pelo menos é o que aponta o levantamento mensal FipeZAP, que mede índices das capitais e diversas cidades brasileiras. Em fevereiro, a taxa de rentabilidade local foi de 8,71% ao ano, o segundo maior retorno sobre o investimento em todo o País, atrás somente de Salvador (10,38%). A terceira posição ficou com Brasília (7,74%).
Preço de locação e venda de imóvel comercial em alta
O preço de venda de imóvel comercial em Campinas voltou a apresentar alta em fevereiro, após deflação em janeiro. Segundo o Índice FipeZAP, em fevereiro os preços anunciados tiveram uma alta de 0,10%, ante queda de 0,09% no primeiro mês do ano. No acumulado de dozes meses, o valor pedido na cidade registra aumento de 1,94%. Por sua vez, o preço de locação registrou alta de 0,80% em fevereiro, ante aumento de 0,26% no mês anterior. No ano, o reajuste dos valores pedidos acumula alta de 1,06% e de 15,49% em dozes meses.
Frota de eletrificados de Campinas é a maior de todo o interior brasileiro
Até fevereiro de 2026, 10.617 carros eletrificados circulavam pelas ruas de Campinas. É o que mostra levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Essa quantidade pode parecer pequena na comparação com os veículos tradicionais, mas tem um grande significado. Além de mostrar o apetite dos proprietários por energias renováveis, representa a maior frota de todo o interior brasileiro, com 1,79% de participação nacional. O número também supera algumas capitais, como, por exemplo, Fortaleza (CE), Recife (PE) e Florianópolis (SC).
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