A novela de doze anos envolvendo o futuro da administração do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, chegou ao seu final. Na semana passada, a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) e o Governo Federal finalmente chegaram a um acordo, em que a atual administração deve continuar à frente da concessão. A canetada final agora está nas mãos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A negociação entre a gestora atual e o Governo prevê a construção de uma terceira pista, para desafogar a movimentação futura nos aeroportos da Capital paulista.
Concessionária vai assumir aeródromos deficitários
A negociação entre as duas partes também prevê novidades. Para continuar à frente dos negócios, a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) deve assumir a operação de cinco aeroportos regionais que foram a leilão em 2025, sem interessados: terminais de Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Guanambi (BA) e Itaituba (PA). Outra cláusula prevê a redução do sítio aeroportuário de Viracopos de 27 km² para 20 km².
Inadimplência de moradores da RMC chega a R$ 10,807 bilhões
O momento econômico brasileiro, mesmo com crescimento de alguns setores, não tem sido favorável para a população. Em maio, o número de pessoas endividadas no País bateu novo recorde ao atingir 81,6% das pessoas, ante 80,9% apurado em abril. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC) o quadro segue no mesmo caminho. Segundo a Serasa, em abril foi registrado um novo recorde regional. As dívidas dos moradores da RMC somam R$ 10,807 bilhões. O montante representa uma média de cinco salários-mínimos por morador, o equivalente a quatro meses de trabalho.
JetBio avança em projeto para erguer usina de SAF na região
A JetBio, empresa de energia controlada pelo grupo americano Summit Agricultural Group, deu um passo importante para a construção da maior unidade mundial destinada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF). O primeiro passo para tirar o projeto do papel, estimado em US$ 2 bilhões, foi a aquisição de uma área em Paulínia, onde prevê erguer a unidade para produção de etanol de baixa intensidade de carbono, obtida a partir de cana-de-açúcar, milho de segunda safra e resíduos agrícolas. Segundo a companhia, a decisão final de investimento deve acontecer no primeiro trimestre de 2027. Até lá, a companhia seguirá avançando nas etapas de engenharia, licenciamento e estruturação comercial do projeto.
BASF compra a AgBiTech, com sede em Campinas
Com sede em Campinas, a norte-americana AgBiTech, especializada em soluções biológicas para o controle de pragas, está sob novo comando. A empresa foi adquirida pela multinacional BASF. As negociações foram iniciadas em janeiro e concluídas em maio, após a aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e outras autoridades competentes. O valor da transação não foi informado pelas companhias;
De volta ao mercado: Justiça catarinense reverte falência da Teka
Após ter sua falência decretada em primeira instância, a catarinense Teka, fabricante de artigos de cama e mesa, está de volta ao mercado. A Justiça de Santa Catarina acatou liminar e decidiu manter a companhia em Recuperação Judicial. A indústria, com unidades em Santa Catarina e Artur Nogueira, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), tem dívidas estimadas em R$ 3,5 bilhões e 1.781 funcionários. Com a decisão, a empresa está liberada para dar continuidade nas operações e a voltar aos negócios no mercado.
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