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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
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Inverno impulsiona doenças respiratórias: saiba identificar os sinais de alerta

Alta nos atendimentos reforça a importância da prevenção; especialista do Vera Cruz Hospital detalha os cuidados para o período

Inverno impulsiona doenças respiratórias: saiba identificar os sinais de alerta
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A poucos dias da chegada oficial do inverno, que começa neste domingo (21), os reflexos da nova estação já começam a aparecer nos consultórios e unidades de saúde. A combinação entre temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus e bactérias, elevando os casos de doenças respiratórias. Em Campinas, dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que os atendimentos por sintomas respiratórios na atenção básica cresceram 60,6% em apenas seis semanas, passando de 896 para 1.439 casos semanais. Em relação ao início do ano, o aumento chega a 116,1%. Em 2025, o município já havia registrado alta de 35% nos atendimentos entre abril e maio.

Segundo o pneumologista João Carlos de Jesus, do Vera Cruz Hospital, o inverno reúne uma série de fatores que impactam diretamente a saúde respiratória. "A queda da temperatura, a baixa umidade do ar e o aumento da poluição comprometem o funcionamento das células de defesa do organismo. Além disso, há maior circulação de vírus respiratórios, como influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), que podem provocar inflamações nas vias aéreas e evoluir para quadros mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória", explica o especialista.

Entre as doenças mais frequentes nesta época do ano estão os resfriados, as gripes, as crises de asma e as pneumonias. De acordo com o especialista, é importante reconhecer as diferenças entre os quadros. "O resfriado costuma provocar coriza, congestão nasal, espirros e tosse leve. Já a gripe geralmente apresenta sintomas mais intensos, como febre, calafrios, dores no corpo, prostração e tosse. A pneumonia é uma inflamação pulmonar potencialmente mais grave, que exige atenção pelo risco de complicações", afirma.

Quando procurar atendimento

Embora muitos casos possam ser acompanhados inicialmente em casa, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. Febre persistente, falta de ar, tosse intensa, cansaço excessivo e prostração estão entre os principais alertas."Uma pessoa saudável pode observar a evolução de sintomas leves por até 48 horas. No entanto, diante de qualquer piora ou desconforto importante, é recomendável procurar atendimento. Já idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem buscar orientação médica desde o início dos sintomas", orienta o pneumologista.

Crianças e idosos merecem atenção especial durante o período. Enquanto os mais jovens ainda estão desenvolvendo o sistema imunológico, os idosos apresentam uma redução natural da capacidade de resposta do organismo às infecções, o que aumenta o risco de complicações.

Outro cuidado importante é evitar a automedicação. "O uso inadequado de antibióticos e anti-inflamatórios pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto e provocar efeitos adversos relevantes", alerta o médico.

Prevenção

Para reduzir os riscos durante o inverno, especialistas recomendam manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe, além de reforçar a hidratação, evitar contato próximo com pessoas doentes e manter o controle de doenças crônicas."A vacina contra a influenza reduz significativamente o risco de casos graves, hospitalizações e mortes, além de contribuir para diminuir a circulação do vírus. A proteção é especialmente importante para idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades", destaca João Carlos de Jesus.

O especialista também chama atenção para os cuidados com o ambiente doméstico. "Climatizadores e aquecedores podem ajudar a manter o conforto térmico e minimizar crises respiratórias, desde que utilizados corretamente. Também é recomendável evitar exposição prolongada ao frio intenso, sobretudo durante a noite e nas primeiras horas da manhã", conclui.

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