O diagnóstico de câncer infantil transforma a rotina não apenas do paciente, mas de toda a família. Nesse contexto, contar com acolhimento, estrutura e atendimento especializado é decisivo. Em Campinas, o Vera Cruz Hospital amplia o cuidado voltado ao público infantil e passa a contar com um serviço dedicado à oncopediatria, fortalecendo o acesso ao diagnóstico e ao tratamento na região.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos de câncer por ano entre pacientes de 0 a 19 anos. As leucemias são as mais comuns na infância, seguidas por linfomas e tumores do sistema nervoso central, doenças que exigem diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e tratamento especializado.
Nesse cenário, o atendimento em um serviço de oncopediatria pode influenciar diretamente o curso da doença. Com foco nas particularidades de crianças e adolescentes, esse cuidado reúne protocolos específicos, equipes capacitadas e suporte integral à família, favorecendo decisões mais ágeis, maior adesão ao tratamento e melhores desfechos clínicos.
A criação do serviço também responde a uma demanda crescente na região. “Percebemos a necessidade de oferecer um suporte mais próximo às famílias, evitando deslocamentos frequentes para outros centros e garantindo continuidade no tratamento desde o diagnóstico”, explica a oncologista pediátrica Arianne Casarim, responsável pelo serviço. Segundo ela, embora Campinas conte com instituições de referência, a procura segue elevada. “Nosso objetivo é fortalecer essa rede, com um atendimento qualificado, seguro e acolhedor, sempre atento às necessidades do paciente e da família”, completa.
A oncopediatria do hospital foi estruturada com base em protocolos atualizados e uma linha de cuidado integrada, garantindo atendimento seguro, humanizado e de alta complexidade. O fluxo assistencial prevê diferentes portas de entrada e, em muitos casos, a suspeita pode surgir já no pronto-socorro. Por isso, as equipes estão preparadas para identificar rapidamente sinais de alerta e iniciar a investigação de forma ágil, encaminhando o paciente para o acompanhamento especializado e assegurando continuidade em todas as etapas do tratamento.
Após o diagnóstico, o paciente passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por oncologistas pediátricos, enfermagem especializada, psicologia e serviço social. “Quando falamos de oncopediatria, não estamos cuidando apenas de um paciente, mas de toda uma família que precisa de apoio. Nosso compromisso é oferecer excelência técnica com acolhimento em um momento tão delicado”, destaca Arianne.
O atendimento contempla diferentes frentes, como consultas ambulatoriais, internação clínica para tratamento e quimioterapia, suporte cirúrgico, leitos de UTI e acompanhamento contínuo. Crianças de até 14 anos são atendidas na unidade pediátrica, enquanto adolescentes entre 14 e 18 anos contam com suporte integrado à oncologia, conforme a necessidade clínica.
Para Gabriel Redondano, diretor técnico médico do hospital, o diferencial está na especialização do cuidado. “A oncopediatria vai muito além de uma adaptação da oncologia adulta. Envolve particularidades diagnósticas, terapêuticas e psicossociais que exigem uma abordagem específica. Investir em equipes capacitadas e em uma atuação integrada impacta diretamente nos resultados clínicos e na experiência de pacientes e familiares”, afirma.
Além da estrutura técnica, o hospital investe em humanização, com ambientes adaptados, abordagem mais lúdica durante o tratamento — especialmente na quimioterapia — e protocolos que consideram aspectos como rotina escolar, presença dos familiares e acolhimento contínuo. “Queremos que as famílias encontrem aqui não apenas tratamento, mas uma rede de cuidado. Nosso foco é garantir segurança, qualidade e acolhimento em todas as etapas”, completa a oncologista pediátrica responsável pelo serviço.
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