A Prefeitura de Indaiatuba deu mais um passo importante no cuidado com a saúde pública e o meio ambiente. Na manhã de quarta-feira (8/4), o prefeito Dr. Custódio Tavares assinou o contrato do Programa de levantamento populacional e manejo reprodutivo, que será implantado no município.
A iniciativa tem como objetivo atuar de forma preventiva, técnica e responsável, reduzindo os riscos de transmissão da doença sem comprometer o equilíbrio ambiental e o bem-estar dos animais. O programa integra ações das secretarias de Saúde e de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, seguindo as diretrizes da Resolução Conjunta SEMIL/SES nº 01/2023.
O prefeito destacou que o projeto reforça o compromisso da administração municipal com a proteção da população, dos animais e do meio ambiente. “O programa reforça o trabalho sério de proteção global que desenvolvemos no município, o qual torna segura e equilibrada a convivência entre os animais e população no meio ambiente, promovendo manejo responsável e alinhado às diretrizes de saúde pública”, esclareceu o prefeito Dr. Custódio Tavares.
O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente reforçou que as capivaras não devem ser vistas como ameaça. “É fundamental reforçar que a capivara não é vilã e não deve ser temida ou maltratada. Trata-se de um animal silvestre nativo, protegido por legislação ambiental, que desempenha papel importante no equilíbrio dos ecossistemas”, explicou Selone.
A secretária adjunta da Saúde informou que Indaiatuba é considerada área endêmica para Febre Maculosa Brasileira, assim como grande parte do Estado de São Paulo. “Mais do que uma medida pontual, o programa representa um compromisso permanente do município com a saúde pública, a responsabilidade ambiental e o cuidado com a vida”, destacou Silene Carvalini.
A responsável técnica da empresa explicou que a translocação de capivaras não é recomendada e é proibida no Estado de São Paulo. “A prática, além de não apresentar eficácia no controle da doença, ainda pode contribuir para a disseminação de carrapatos infectados para novas áreas. Nesse sentido, o controle de natalidade tem sido amplamente reconhecido na literatura científica como a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de transmissão da Febre Maculosa, ao diminuir a renovação populacional e, consequentemente, a circulação do agente no ambiente”, orientou a veterinária Fernanda Passos Nunes.
Também participaram do ato representantes técnicos envolvidos no projeto, incluindo especialistas das áreas ambiental e veterinária, que atuarão na execução das ações no município.
Como o programa será executado
Considerando as características ambientais de Indaiatuba, como a ampla malha hídrica e a presença de corredores ecológicos urbanos, foi estruturado um plano técnico e sustentável para o manejo da fauna. O município foi dividido em sete áreas estratégicas, onde serão realizados levantamento populacional das capivaras, monitoramento e pesquisas acarológicas, avaliação sorológica dos animais e manejo reprodutivo por meio de procedimentos como vasectomia e laqueadura.
As pesquisas acarológicas já estão em andamento. As demais etapas terão início após autorização da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, com base em recomendação técnica da Secretaria Estadual de Saúde.
O mapeamento das áreas contempla a Área 1, que abrange a região do SENAI e Vale das Laranjeiras até o Mosteiro de Itaici; a Área 2, que inclui o Mosteiro de Itaici, Vila Kostka e Ponto Verde; a Área 3, composta pelos bairros Jardim Piemonte, London Park e Jardim dos Lagos; a Área 4, que engloba o Parque das Frutas e o Jardim Regente; a Área 5, que compreende o Jardim Bela Vista, Parque Indaiá e o início do Parque Ecológico; a Área 6, que abrange a região da Prefeitura, o Parque da Criança, o bairro Tancredo Neves e áreas adjacentes; e a Área 7, que inclui a região do Buru, Jardim das Monções, entorno do Shanadu e áreas de floresta.
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