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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
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Câncer de mama também afeta pets

Ação simples do tutor pode auxiliar no diagnóstico da doença

Câncer de mama também afeta pets
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Outubro é Rosa e traz como conscientização a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. E, assim como ocorrem com os humanos, a doença traz também um alerta para tutores de cães e gatos. Dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) indicam que o câncer de mama afeta em média 45% das cadelas e 30% das gatas, sendo a neoplasia mamária a mais frequente, representando entre 50 e 70% de todos os tumores.

“As fêmeas são mais predispostas e o tumor de mama acaba sendo o mais comum, enquanto que entre a gatas é o terceiro com maior incidência. Em cães machos a probabilidade é baixa, porém tem alta malignidade”, saliente a médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi.

Os tumores nas mamas costumam ser mais frequentes em cadelas a partir dos 8 anos de idade, não castradas, e que possivelmente tenham tomado injeções anticoncepcionais. Estudos recentes indicam como causas do câncer a predisposição genética, variações hormonais, além da dieta e do ambiente em que convivem.

Diante do risco da doença, é importante que o tutor fique alerta quanto ao surgimento de nódulos nas mamas do animal. Com certa frequência, é necessário que se faça uma avaliação, posicionando o pet de barriga para cima e apalpando suas mamas. É importante salientar que cadelas possuem 5 pares, enquanto que os felinos quatro.  

“Caso seja identificado caroços ou bolinhas na região, é indispensável levar o animal para uma avaliação com médico-veterinário. Num primeiro momento são realizados exames de biópsia, citologia e histopatológico. Radiografia de tórax, ultrassonografia e tomografia também são importantes para um melhor diagnóstico da doença”, explica a médica-veterinária da UniFAJ.

Além de bolinhas e caroços, outros sintomas que podem indicar que o animal está com câncer de mama são:

- Dor na região das mamas; - Presença de secreções na região mamaria; - Apatia; - Falta de apetite; - Febre; - Dificuldade respiratória quando há evolução para metástase pulmonar).

Câncer de mama tem cura, mas o diagnóstico precisa ser precoce

O câncer de mama em pets tem cura, entretanto, precisa ser diagnosticado o mais cedo possível. Dados do CFMV indicam que 20% dos diagnósticos são tardios, o que dificulta ainda mais o tratamento. Cerca de 50% dos tumores mamários em cadelas são malignos e podem ter comportamento agressivo ou metastático. Entre os gatos, aproximadamente 90% dos tumores são malignos e agressivos, e 80% tendem a metastatizar em um ano.

Por isso é tão importante realizar o diagnóstico precoce para dar início ao tratamento, que será realizado com base no tipo de tumor, complexidade e em que estágio a doença se encontra. A partir daí, o cuidado inicial é a remoção cirúrgica, com margens amplas, e pode ser seguido ou não de tratamento quimioterápico.

Para a médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Danieli Perez Fernandes, apesar das chances altíssimas de cura, agir de forma preventiva sempre será a melhor opção. É importante fazer check-up em cães e gatos a cada seis meses, e o principal: realizar a castração!

“O tumor mamário dependente de questões genéticas e hormonais para se desenvolver e, com a castração, conseguimos cessar essa produção. Estudos indicam que 99% das cadelas castradas antes do primeiro cio não desenvolvem câncer de mama. A castração precoce em gatas reduz em 91% as chances de desenvolvimento de lesões de mama. Se a castração for realizada até o terceiro cio, a proteção é menor, mais ainda existe.”, revela.

A recomendação é castrar cadelas e gatas entre 6 a 7 meses de vida, que é o período entre o primeiro e o segundo cio. Evitar o uso de anticoncepcionais, como as “injeções anti cio”, também é necessário para evitar tumores de mamas.

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