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Quinta-feira, 25 de Julho de 2024
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Calor intenso eleva riscos de câncer de pele: saiba como se proteger

Instituto do Câncer Brasil amplia a conscientização com dicas fáceis para população

Calor intenso eleva riscos de câncer de pele: saiba como se proteger
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Verão, altas temperaturas, exposição ao sol são combinações perigosas para a pele. O Instituto do Câncer Brasil (ICB) intensifica o acesso às informações sobre a prevenção, os riscos  e as alternativas que devem ser adotadas , afinal, o câncer de pele pode ser evitado por meio de cuidados simples.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esta neoplasia é a de maior incidência no país, representando cerca de 27% de todos os casos diagnosticados.

As altas temperaturas são uma realidade mundial, alcançando marcas nunca antes vistas, isso ocorre devido ao fenômeno conhecido como El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal do oceano Pacífico.

O alerta para os cuidados da pele é necessário visto que a maioria da população não utiliza o protetor solar diariamente.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Segundo o Dr. Mário Bernardes, cirurgião oncologista do ICB, existem dois principais tipos de câncer de pele, sendo geralmente associados à exposição solar de maneira prolongada, eles são: o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, porém, mesmo que com menor incidência, o melanoma cutâneo e o carcinoma de células de Merkel, são ameaças que precisam de atenção, pois costumam ser mais agressivos e responsáveis pela maioria dos óbitos relacionados à doença.
O câncer de pele melanoma pode estar associada às síndromes de predisposição hereditária ao câncer: o melanoma familiar, que é uma síndrome autossômica dominante onde há uma incidência maior de melanomas em gerações subsequentes, ligada a uma alteração do gene CD4N2A ou a síndrome do BRCA 1 e 2, onde existe uma maior predisposição a tumores de mama, ovário, próstata e pâncreas em associação ao melanoma cutâneo.

“Importante dizer que pessoas com predisposição familiar (10 a 20% dos casos), precisam procurar o oncologista clínico e/ou oncogeneticista para avaliação, prevenção e diagnóstico precoce”, explica o médico.

 A exposição solar e os fatores de risco

 A relação entre as altas temperaturas e o câncer de pele, está ligado a exposição aos raios UV (raios ultravioletas), afinal quanto maiores as temperaturas, as atividades ao ar livre se tornam mais frequentes e sem a proteção adequada, esse contato pode causar problemas e afetar a saúde de maneira negativa. A radiação UV é conhecida por causar danos à pele e o risco de mutações genéticas, o que aumenta as chances do desenvolvimento de células cancerígenas.


                                        Dr. José Márcio Figueiredo diretor do Instituto do Câncer Brasil

O Dr. Mário Bernardes também ressalta que indivíduos com pele clara, histórico familiar de câncer de pele e aqueles que trabalham com exposição contínua ao sol têm maior suscetibilidade.

Dicas e prevenção que salvam vidas

O melhor caminho é a prevenção, por isso o uso de protetores solares, roupas de proteção, chapéus, bonés e evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico são medidas eficazes. A conscientização sobre a importância de cuidados com a pele e exames regulares para detectar precocemente possíveis lesões também desempenham um papel vital.

“O câncer de pele é uma realidade que não pode ser ignorada. A conscientização é a chave para a prevenção, porque à medida que unimos forças para informar a população, fortalecemos a capacidade de proteger a todos”, ressalta o Dr. José Márcio Figueiredo, diretor do Instituto do Câncer Brasil (ICB).

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